
Os patrões reagiram da mesma forma truculenta quando os jornalistas apresentaram a proposta de constituir um Conselho Federal dos Jornalistas, em 2004. Até mesmo a exigência de uma formação universitária específica para o exercício do Jornalismo é identificada como censura pelo baronato da mídia. Para uma certa elite brasileira, exigir regulação e compostura é sempre relacionado com controle e censura. Não cola mais!
Mas ao procurar canhestramente desviar o assunto, a atual diretoria do Sindicato e a Chapa 1 propositadamente evitam responder aos questionamentos que de fato motivaram o recurso à Justiça, que até o momento só se manifestou liminarmente:
1 - Por que o Sindicato incluiu na lista de associados no dia 10 de junho (dia da assembleia que elegeu a comissão eleitoral) uma jornalista que não era regularmente sindicalizada? Aliás, sequer era registrada no Ministério do Trabalho. A oposição tem provas da falsidade ideológica. E porque permitiu que outra pessoa que sequer constava da lista de associados votasse?
2 - Por que o Sindicato insiste tanto em fazer a eleição exclusivamente pela internet – e inclusive “definiu” tal processo antes mesmo de consultar a categoria na assembleia do dia 10 de junho - quando todos os principais especialistas não aconselham o processo por motivos de segurança?
3 - Por que o Sindicato não realizou um processo licitatório para escolher a empresa para organizar o sistema de votação na web e impôs a mesma empresa que já presta serviços para a Entidade há anos?
4 - Por que o Sindicato não aceita a auditoria do Laboratório de Segurança em Computação da UFSC?
5 - Por que o Sindicato adotou critérios diferenciados para cobrar mensalidades atrasadas dos sócios? Há eleitor que não paga desde 2008. A oposição tem provas.
6 - Por que a Chapa 1 inclui entre “seus” candidatos, nomes para assumirem delegacias sindicais (situação não prevista no estatuto), inclusive jornalistas que não são sindicalizados?
7 - Por que o candidato ao TERCEIRO mandato na presidência não se licenciou do cargo para fazer a campanha para permanecer na presidência NOVE anos?
Todas essas respostas podem ser encaminhadas também para a ABI, OAB, FENAJ, FIJ e se quiserem, até mesmo pra OTAN. Mas seria de bom tom se, no mínimo, essas questões fossem respondidas com seriedade à categoria.
Sérgio Murillo de Andrade, Vera Gasparetto e Leonel Camasão, jornalistas, à espera das respostas do nosso Sindicato
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